segunda-feira

80 DIAS DE GREVE DA REDE ESTADUAL. A PASSIVIDADE TEM LIMITE. STF MANDA PAGAR O PISO E O GOVERNO ANASTASIA NÃO CUMPRE A LEI.


MEXEU COM OS PROFESSORES, MEXEU COMIGOTurbulências estão colocadas no mundo. Rebeliões em várias partes são transmitidas pelos meios de comunicações. Em alguns países a luta vai para o campo político (Líbia, Iraque, Afeganistão, Tunísia, Egito);outros ficam no campo econômico (Grécia, Inglaterra, Espanha,). No Brasil , em vários Estados, trabalhadores da educação estão em greve na luta pelo Piso Nacional dos Professores(as).Parece até que as turbulências estão chegando em nosso país. Mas o Brasil não esta sendo colocado como a “bola da vez”?Por que então que as coisas ainda estão tão encruadas? O que de fato é real e o que ficção? Minas Gerais não é a terceira economia do Estado?

No caso de Minas, há 80 dias a Rede Estadual de Educação vive momentos de muita turbulência. Toda semana, na capital, manifestações são desenvolvidas com um número de participantes a cada semana maior que a anterior. Na última eram mais de 10 mil manifestantes que caminharam, em passeata, pelas ruas centrais de Belo Horizonte. Mas, as autoridades parecem não se afetarem com as tais manifestações. A cada semana, os trabalhadores voltam para suas casas mais irritados com as autoridades da área. A irritação aumenta, mas o governo faz de conta que tudo esta sob controle. Os professores(as) continuam em greve com uma irritabilidade muito maior. Porém, será que se faz necessário uma ação mais radical para acordar as autoridades? Depois que se perde o controle da situação vão querer caracterizar o movimento grevista de radical. Quando, em países que enfrentam distúrbios sociais, políticos e econômicos tais quais os da Europa, do mundo árabe ou mesmo do nosso vizinho Chile as turbulências são reais, possibilitando ações mais radicais por parte da população. No caso de Minas as turbulências serão ainda ficção?

Esta última semana várias Entidades Sociais levantaram a bandeira da greve mineira. Com o slogan: “Mexeu com os professores, mexeu comigo”. Multidões saíram às ruas na luta conjunta com os professores(as) mineiros(as). Em Itajubá mais de 200 alunos do Ensino Médio da Rede Estadual participaram com uma passeata na quarta feira (24/10).

O governo Anastasia, em Itajubá, é representado pela Superintendente de Ensino Professora Valéria Borges. Neste quadro de 80 dias de greve, só nos resta um pedido: “PEDE PRA SAIR VALÉRIA”, a greve é também resultado de seus atos. Vai ficar na história de sua vida o Record em dias de greve da Rede Estadual. Sua gestão vai ficar marcada como “gestão turbulenta” e completo descaso com a Educação. Afinal, 80 dias de greve, com corte de pagamento, substituição de professores (se é que conseguiram) e ainda assim a categoria por unanimidade decidiu a continuidade da greve. Não seria um aviso que todos(as) estão prontos(as) para uma ação mais radical? O aviso foi dado.

IMAGENS DA MANIFESTAÇÃO DOS ALUNOS EM ITAJUBÁ


domingo

VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS


Diante do Fórum Técnico realizado pela Assembléia Legislativa de Minas Gerais, onde tive uma participação efetiva nas discussões propostas no encontro de Varginha, pude perceber como ainda as soluções estão distantes do desejado. Muitos querem a segurança sem ter a noção quais os caminhos a trilhar. Obviamente tenho clareza que soluções estão por serem construídas, mas é necessário não perder a ternura para encontrá-las.

Queremos uma paz nas Escolas, mas jamais permitir que o espaço escolar deixe de ser uma mística da vida. Nenhuma repressão no interior das Escolas vai ajudar a encontrar o equilíbrio. Tenho certeza que uma sociedade equilibrada vai certamente produzir equilíbrios no interior da Escola. As coisas não são estanques. A Escola não é uma realidade antagônica a sociedade. Uma reflete a outra. Mas o que acontece na Escola é certamente o resultado social. Se temos uma sociedade violenta isto é refletido na Escola.

O que mais me assustou no Fórum foram posições de professores(as) que defenderam a presença policial no interior das Escolas. Alguns chegaram ao absurdo de apresentar como solução a construção de guaritas policiais nos pátios escolares. Me senti em um verdadeiro “Estado Fascista”.

A Escola não pode perder sua relação afetiva, mística, companheira e outras tantas relações existentes entre professores(as) e alunos(as). O aluno(a) tem que acreditar que o Professor(a) é alguém de confiança,”sangue bom”, nunca um “X9”. No dia-a-dia da Escola esta relação mais do que fraterna é imprescindível.

Estarei na última fase do Fórum, pois fui escolhido para participar da construção do documento final, nos dias 3, 4 e 5 de outubro deste ano. Certamente estarei defendendo a presença dos policiais nas imediações da Escola ou em projetos construídos pela Escola com os temas transversais que tanto precisamos avançar nas Escolas. Mas jamais permitir que a presença policial esteja incluída na grade curricular para garantir segurança pra todos.

Vereador Paulino Abranches