segunda-feira

TRANSPORTE PÚBLICO E GRATUITO AO CENTRO ADMINISTRATIVO DE ITAJUBÁ

Mais uma vez apresentei uma indicação ao Executivo municipal para a criação do Expresso Vai e Volta. Esta iniciativa visa facilitar o acesso da população itajubense ao Centro Administrativo. Na prática, visa oferecer gratuitamente um ônibus com saída da Avenida dos Ferroviários até o Centro Administrativo, com uma única parada na região central da cidade, nas imediações da Praça da Escola Estadual Carneiro Júnior. O objetivo é facilitar economicamente os itajubenses que necessitam resolver algum problema na Prefeitura.

Quando o ex prefeito BPS criou o Centro Administrativo a proposta maior era tirar a administração do centro da cidade e obter economia de gastos públicos já que o município gastava muito com aluguéis. A realidade que estamos presenciando no momento é completamente contrária a esta decisão. O município voltou a alugar imóveis e trazer para a área central da cidade parte da administração itajubense. Além de promover um acúmulo de serviços na área central, os gastos estão sendo a cada dia maiores. Só em aluguéis, no ano de 2012, a previsão é R$ 697.431,00, sem contar os imóveis alugados pela prefeitura que envolvem as UBS, PSF e ESF. Se colocarmos na ponta do lápis, os gastos com ônibus seriam muito menores, não passariam dos 100 mil reais por ano.

Quando a população pressiona o poder público reclamando da distância do Centro Administrativo o problema é o custo para ter acesso a prefeitura. É tão fácil entender as razões das críticas da população. A saída é também muito simples: oferecer um transporte público gratuito à população até o Centro Administrativo.

VEREADOR PAULINO ABRANCHES

Usuário vai poder opinar sobre atendimento no SUS

Ação inédita permitirá que o Ministério da Saúde receba do paciente uma avaliação sobre a agilidade e a qualidade do atendimento nos hospitais

Começou na quarta-feira (25) a entrega aos estados da Carta SUS, nova ferramenta do Ministério da Saúde que permitirá aos usuários avaliar o atendimento e os serviços prestados nos hospitais da rede pública ou unidades conveniadas. Além das críticas ou elogios, por meio da carta, os cidadãos poderão denunciar irregularidades, como a cobrança de procedimentos nos hospitais do SUS. A distribuição começa por Curitiba (PR), onde a Diretoria Regional dos Correios, parceira nesta ação, produziu o primeiro lote de cartas. Até o momento, foram impressas 57mil correspondências, mas o total para o mês de janeiro é de 648 mil.

Essa ação foi lançada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no dia 30 de novembro de 2011. Com o envio das cartas, que será permanente, serão gerados relatórios de avaliação do atendimento.“Isso vai servir para o Ministério da Saúde poder, inclusive, incentivar aqueles hospitais que tratam bem as pessoas, que tem qualidade de atendimento, e poder fazer ações em hospitais que tenham baixa qualidade de atendimento”. Em caso de irregularidades, serão desencadeados processos de auditoria para averiguar se houve desvio de recursos ou má aplicação de verba pública.

O envio da Carta SUS será mensal e terá o porte-pago, ou seja, sem despesas para o usuário. Está sendo esperada uma média de um milhão de correspondência por mês, de acordo com a demanda detectada pelo Departamento de Regulação, Avaliação e Controle do Ministério da Saúde. Porém, antes de informar a quantidade de correspondências a ser produzida, os dados serão avaliados pelo Departamento de Informática do SUS para a eliminação de duplicidades no banco de informações.

Transparência

Além do questionário para a avaliação do paciente, a Carta SUS trará dados como a data da entrada no hospital, o dia da alta e o motivo da internação. O usuário poderá conferir se os dados estão corretos e correspondem ao serviço prestado de fato e conhecerá o custo total da internação.A carta pode ser respondida tanto pelo paciente, quanto por um familiar.

Ouvidoria ativa

O Ministério da Saúde está aprimorando os mecanismos de comunicação direta com o cidadão para aperfeiçoar o atendimento e ampliar a transparência do SUS. Neste ano, o telefone da ouvidoria foi simplificado: dos antigos dez dígitos, passou a responder pelo 136 (Disque-Saúde), de mais fácil memorização e uso pela população. O serviço é gratuito, de telefone residencial, público ou celular.

Em 2011, o Disque-Saúde já recebeu mais de 3,5 milhões de ligações e disseminou 7,5 milhões de informações. Os temas que geraram maior número de ligações foram o Programa Farmácia Popular (23,4%), tabagismo (23%) e aids (9,6%).

VEREADOR PAULINO ABRANCHES