domingo

A crise política entre Venezuela e Colômbia - Uma reflexão

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, rompeu relações diplomáticas com a Colômbia na última quinta-feira, 22. O fato ocorreu logo depois que Bogotá denunciou, ante a Organização dos Estados Americanos (OEA), que milhares de guerrilheiros colombianos ligados às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e ao Exército de Libertação Nacional, possuíam "presença ativa" na Venezuela, o que Caracas nega. O rompimento ocorreu foi anunciado logo após o embaixador da Colômbia na OEA afirmar, em reunião do órgão, que 1500 guerrilheiros colombianos estariam distribuídos em 87 acampamentos no território venezuelano.
Diante deste quadro de crise política em nossas fronteiras, é de extrema urgência que o Brasil tome medidas de emergência para garantir segurança na soberania nacional, principalmente em regiões da Amazônia Legal que, por características próprias da mata amazônica. nos coloca vulneráveis . Não podemos esquecer que o governo norte-americano há muito deseja possuir um controle sobre esta região. E não é exagero de nossa parte acreditarmos que os interesses norte-americanos na referida região vão muito além do narcotráfico.
Na campanha eleitoral de Barack Obama, seu grupo político prometeu “um olhar mais intenso sobre a América Latina”, visto que governos eleitos democraticamente passaram a fazer parte de um grupo que não é alinhado diretamente com os Estados Unidos. Hoje, o crescimento político na América Latina não é visto com bons olhos pelos Estados Unidos.
O Brasil é destaque internacionalmente tanto no campo político quanto no econômico. Este crescimento coloca o Brasil como referência na América Latina e muitos países têm seguido a liderança brasileira, o que desagrada aos Estados Unidos. Até alguns poucos anos atrás, éramos seguidores implacáveis dos norte-americanos, nossa dependência a eles estava atrelada em todos os campos. Lula buscou uma nova ordem internacional para o Brasil e conseguiu uma ampla relação internacional com países que jamais seriam parceiros de nosso país. É óbvio que isto desagrada em muito o governo norte-americano. Assistir o crescimento do Brasil e não fazer nada não é característica do país ianque. Não é exagero acreditar que esta crise política entre Venezuela e Colômbia pode ser, sim, uma armação para nos prejudicar e desbancar o Brasil, que tem produzido um crescimento sustentável. Dentro da Colômbia existem bases militares norte-americanas, como também no Paraguai. Os Estados Unidos estão garantidos, bem na nossa fronteira.
E nós, como poderemos nos garantir?

Paulino Abranches

Precisamos ajudar a Santa Casa de Itajubá


              Ninguém precisa ser convencido da importância da Santa Casa para nossa cidade. Além da história  própria desta instituição, milhares de vidas estiveram e estão ligadas à Santa Casa. A história da Santa Casa se mistura com a história de Itajubá. Desta forma, não dá para fazer de conta que não é conosco o problema financeiro que nos últimos anos vem afetando aquela instituição.
              Como vereador, faço parte da comissão de saúde da Câmara e sou também tesoureiro na atual Mesa Diretora. Por isso, a atual diretoria da Santa Casa me procurou para expor o problema financeiro da instituição, solicitando a possibilidade de auxílio financeiro por parte da Câmara.
              A Câmara está em constante racionamento de gastos e atualmente temos uma sobra de caixa. Apresentei à Mesa Diretora a proposta de antecipação da devolução de R$ 800 mil ao Executivo, que se comprometeu a encaminhar à Câmara uma lei autorizativa, permitindo esta transação para socorrer a Santa Casa.
              Toda discussão  em torno da devolução do numerário para o Executivo e o encaminhamento deste, em parcelas, para a Santa Casa, gerou preocupação em alguns vereadores, diante da  garantia ou também da seriedade dos gestores atuais da Santa Casa.
               Tenho clareza da situação e segurança em afirmar que não podemos deixar, de forma nenhuma, somente o Hospital Escola como única instituição hospitalar para atender a população de nossa cidade. Esta instituição tem feito um trabalho exemplar, mas tem também suas limitações e envolvimento com grupos econômicos privados que desenvolvem as ações de saúde  na lógica  lucrativa. Assim, é muito risco para o município ficar na dependência exclusiva de uma instituição. Em regra geral, são 220 mil usuários, provenientes de Itajubá e de cidades do entorno, que utilizam o sistema de saúde de nossa cidade. Permitir este sistema sem concorrência é privilegiar o que já está privilegiado, principalmente quando analisamos a possível falência da Santa Casa.
               A Fundação Mahle, a Indústria Mahle, o Banco Bradesco, o Banco Itaú, a Caixa Econômica Federal, a Prefeitura de Itajubá, cidadãos e cidadãs itajubenses já contribuíram financeiramente. Defendo que a Câmara Municipal pode dar sua parcela de contribuição, devolvendo antecipadamente uma sobra de caixa do orçamento da 2010 para que seja repassada à Santa Casa de Itajubá.
Vereador Paulino Abranches.