segunda-feira

Mais Autonomia, Mais Cidadania e Menos Violência para as Mulheres Brasileiras

Em tempos em que universitários hostilizam Geisy Arruda por conta de um vestido curto, e machistas e homofóbicos como Marcelo Dourado (do BBB) têm grande aprovação popular, a luta feminista nunca se fez tão necessária, principalmente no plano das ideias, já que muitos afirmam não haver machismo hoje em dia, o que faz com que agressões físicas e morais às mulheres sejam encaradas como “naturais” pela maioria da sociedade.
Hoje, dia internacional da mulher, haverá passeata unificada da candelária à cinelândia, no centro do Rio de Janeiro para lembrar os 100 anos do dia internacional da mulher e da luta feminista.
Sobre o dia internacional da mulher, Aline Carvalho escreve:

Por Aline Carvalho

Como sabemos, dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher.
Entretanto, o que nem todos sabem é que esta data simboliza uma das primeiras manifestações de mulheres por uma sociedade mais justa:

Greve das mulheres em 1857
Em 8 de março de 1857 mulheres trabalhadoras de uma fábrica de tecidos em Nova York fizeram uma greve reivindicando melhores condições de trabalho (como a redução na carga diária de trabalho para dez horas, equiparação de salários com os homens e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho). Em resposta, a manifestação foi reprimida, e as mulheres trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada matando em torno de 130 trabalhadoras.
Durante anos, mulheres de vários países, e de várias formas diferentes, buscavam se manifestar em relação à data, e em 1910 a ONU reconhece o 8 de março como o Dia Internacional da Mulher.
Este ano fazem 100 anos que a data foi oficialmente estabelecida e, para celebrar, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres promove uma série de atividades sob o lema “Mais Autonomia, Mais Cidadania e Menos Violência paraas Mulheres Brasileiras”.
O evento contará com exibições de filmes, mostra de projetos, shows, feira gastronômica, testagem de HIV, emissão gratuita de documentação, atendimento prestado pela rede de enfrentamento à violência contra as mulheres e uma série de apresentações artísticas.
O encontro será a partir das 11h na Estação de Ferro da Leopoldina,no Rio de Janeiro, contará com transmissão ao vivo pela Tv Brasil.
No Brasil, em particular, vivemos um momento onde importantes lutas para as mulheres estão sendo debatidas e conquistadas, contrastando com uma sociedade ainda machista, conservadora e preconceituosa:
O debate sobre a descriminalização do aborto no Plano Nacional de Direitos Humanos e a energética reação da igreja e da direita midiática; A escolha de uma mulher assumidamente homosexual para participar do reality show de maior audiência no país e sua eliminação por parte de uma audiência em coro com um participante machista e homofóbico; A candidatura de duas mulheres para a presidência da república e notícias diárias de casos de adultério em diversas camadas da sociedade. Tudo isso mostra que as mulheres vêm conquistando um importante espaço, graças a batalha diária de trabalhadoras e trabalhadores, estudantes, artistas e militantes que não concordam com as injustiças de gênero – mas muito ainda há de se fazer.
Embora as vitrines das lojas também façam questão de lembrar desta data, o Dia Internacional da Mulher não se limita ao dia 8 de março. A luta por um mundo com menos preconceito, menos violência e mais dignidade – para homens e mulheres – deve ser todos os dias.

Fonte: Blog Vírus Planetário

sábado

MOÇÃO DE PESAR PELO FALECIMENTO DO PROF. GILBERTO ALVES DA CUNHA

Acatada na última sessão da Câmara Municipal de Itajubá, em 04/03/10.

O Professor Gilberto Alves da Cunha fez história em nossa cidade. Sempre ligado às questões sociais de nosso País, fazendo de sua vida uma extensão constante da sala de aula na perspectiva de construção de uma sociedade justa, humana, solidária e ética.

O Professor Gilberto tinha uma formação acadêmica invejável. Era jornalista, advogado e Professor de História. Com este conhecimento adquirido em universidades, sempre se colocou à disposição para o conjunto da sociedade, ministrando palestras junto aos movimentos populares.

Como sindicalista, sendo diretor do SINPRO, o Professor Gilberto sempre desenvolveu um trabalho de negociação junto às empresas, como representantes dos professores, garantindo uma representatividade a altura dos trabalhadores do magistério.

Para a comunidade estudantil o Professor Gilberto foi sempre uma referência, não só de conhecimento técnico e pedagógico, mas acima de tudo uma visão bastante ampliada da vida.

Como filiado do Partido dos Trabalhadores, o Professor Gilberto esteve presente na construção das ideias que caracterizam o Partido de Itajubá no século XXI, não perdendo nunca a referência socialista que congrega a nossa luta.

A todos os familiares que se sentiram abalados com esta perda brusca certamente, com o tempo, entenderão que o Professor Gilberto deixou um exemplo de vida associado a todos os seus.

Vereador Paulino Abranches.